sábado, 1 de dezembro de 2012

Profecias, é possível mudá-las?


Nestes tempos que só se fala em fim do mundo é importante reflexões pois pode advir delas muitos ensinamentos sobre profecias     sobre aqueles que se dizem capazes de fazê-las.
O texto desta postagem foi extraído da "Rvista Cristã de Espiritismo", Editora Minuano, ano XII, Ed. 99, página 19.
                  




  MUDANDO AS PROFECIAS

As profecias são a percepção de acontecimentos que ocorrerão no futuro. Mas, será que eles são inevitáveis ou podemos mudar o destino?

Uma profecia é como uma hipótese, uma probabilidade, e não uma coisa certa e definitiva, pois, com nosso livre arbítrio ela pode ser alterada.
No Novo Testamento percebe-se um esforço dos autores para adaptarem alguns dos seus fatos às profecias do Velho Testamento.
O ciclonismo junguiano trata das coisas que acontecem ao mesmo tempo. Por exemplo: dois relógios marcando a mesma hora. Com as profecias ocorre o contrário, pois elas são a visão de fatos por um médium vidente (1 Samuel 9:9), os quais ocorrem um tempo diferente do momento em que elas são feitas. Dizendo de outro modo, as profecias são a percepção de acontecimentos que ocorrerão no futuro. Mas elas tem suas causas num tempo presente ou no passado trazido para o presente em que elas são proferidas.
E elas podem não se realizar ou se realizam de modo diferente, pois elas estão sujeitas à Lei da causa e efeito que funciona em consonância com este dito bíblico: " colhe-se o que se planta", que consta de todas as escrituras sagradas de todas as religiões. Mas, como ensina Pedro e outros  autores bíblicos, "uma boa ação encobre multidão de pecados" ( 1 Pedro 4:8). Esse ensino quer dizer que a prática do amor ou do bem faz um contrapeso com as nossas faltas que prejudicam o nosso semelhante e, por consequência, também a nós. Num determinado momento, pelas circunstâncias no presente um médium vidente (1 Samuel 9:9) o ou profeta pode ver os efeitos de sofrimento ou de recompensa provenientes dessas circunstâncias do presente. Mas elas podem ser suavizadas ou até anuladas totalmente dependendo, do comportamento de uma pessoa ou de um povo.Assim, pois, se o médium ou profeta vir a desdita de uma pessoa ou de um povo para o futuro, é porque esta pessoa ou povo, naquele momento presente, merece realmente o sofrimento ou a dor no futuro. Porém, pode acontecer o contrário: o médium ou profeta, presenciando as boas ações de um indivíduo ou povo, é levado a prever um futuro venturoso para tal indivíduo ou tal povo, o qual, porém, pode se modificar também.
Jesus, vedo a perversão dos judeus, seus contemporâneos, disse que  rainha de Sabá (do Sul) mais os habitantes de Nínive se levantariam ( isto é se reencarnariam, na época do juízo final) e condenariam aquela geração (Mateus 12:38 a 42; e Lucas, 11:29 a 32). Mas porque a misericórdia divina não cessa jamais, aquela geração má poderia regenerar-se com boas obras, enquanto não vier o Juízo Final, e mudar pois, o seu destino. Aliás, a reencarnação é para isto  mesmo e não há nada como um dia depois do outro!
No livro "Não será em 212, da médica espírita Marlene Nobre e de Geraldo Lemos, é dito que Chico Xavier fala de fatos que lembra o final dos tempos, não para 2012, mas para 2019, com ou sem guerra, dependendo da escolha ( livre-arbítrio) da humanidade, mas fala isto de forma comedido e sem determinismo.
E  Jesus, prudente e sabiamente, se recusou a profetizar quando seria o final dos tempos ( Mateus 21:27), dizendo que só Deus, o Pai, o sabia!
José Reis Chaves.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Palavras de Santo Agostinho: leia e reflita!





"Não é uma palavra que soa fora que consultamos a respeito de todas as coisas que compreendemos, mas a verdade que governa o próprio espírito interiormente...
Ora, aquele que assim consultamos é o próprio Mestre, a respeito do qual foi dito que habita no homem interior, o Cristo, isto é, a força imutável da Sabedoria eterna. Toda alma razoável consulta-o mas ele só se revela a cada um segundo sua capacidade e em razão de sua boa ou má vontade".
Santo Agostinho, De magistro,, XI,38.

PSICOGRAFIA- Escrita automática- saiba mais!

Paz e luz em nossos corações. 

Esta postagem é extraída do livro " A Nova Revelação", de Arthur Conan Doyle, p.126 a 128. O assunto é muito interessante e deve ser do conhecimento de todos os que se interessam por questões ligadas ao espiritismo e as práticas mediúnicas.

 ESCRITA AUTOMÁTICA.



Esta forma da mediunidade produz os melhores resultados, Entretanto, pela sua natureza, é suscetível de causar decepções. Escrevemos usando nós mesmos d nossas mãos , ou um poder estranho as dirige?
Só pela comunicação recebida podemos dize-lo e  mesmo assim temos que atribuir uma larga parte do resultado conseguido aos conhecimentos do nosso próprio subconsciente. talvez convenhamos mencionar aqui um caso que me parece inteiramente probante, pelo qual pode qualquer investigador verificar a toda evidência que as mensagens obtidas por essa maneira não provêm daquele que as escreve. esse caso é citado no recente livro Man is a Spirit (  O Homem é um espírito) de Mr. Arthur Hill, tendo dito chamar-se capitão James Burton o que serviu de intermediário para a comunicação. Creio ser este o mesmo médium (amador) por quem foram transmitidas as comunicações graças ás quais se pode determinar recentemente a posição das ruínas subterrâneas de  Gladstonburry. 
"Uma semana depois dos funerais de meu pai, refere-se burton, estava eu escrevendo uma carta  de negócios, quando me pareceu que alguma coisa se interpusera  entre minha mão e os centros motores do meu cérebro e aquela escreveu, de modo espantoso, uma carta a que apôs  a assinatura de meu pai, indicando que vinha dele. Fiquei completamente perturbado. Meu braço direito e todo este  lado do meu corpo se tornaram frios e dormentes . Durante uma no recebi essas cartas frequentemente e sempre quando menos esperava. Só as examinando com uma lente lograva inteirar-me do que continham. A caligrafia era microscópica. tratava de grande cópia de assuntos dos quais me era impossível estar a par.
Sem que o soubesse, minha mãe que residia longe de mim cerca de sessenta milhas, perdera um cão que ela muito estimava e que lhe fora dado por meu pai. Na mesma noite que isto acontecera recebi deste enviando pêsames à minha mãe e declarando que o cão agora estava com ele. " Tudo que amamos e que concorre para a nossa felicidade nesse mundo, disse, vem estar conosco aqui". Um fato ocorridos anos antes do meu nascimento e que só ele e minha mãe conheciam, a respeito do qual ambos guardavam absoluto sigilo, me foi então revelado com esta recomendação: Dize isto á tua mãe e ela saberá que sou eu, teu pai, quem escreve". Minha mãe, que até então, recusara acreditar na possibilidade do fenômeno, quando ouviu de mim o que fora comunicado, desmaiou. daí por diante as cartas se tornaram para ela  a maior consolação de sua vidam pois que ambos se amaram sempre, durante os quarenta anos que  viveram casados, tendo-lhe a morte do marido despedaçado o coração.
" pelo que me toca, estou tão convencido de que  continua a existir com sua personalidade original,  como se ainda se achasse a portas fechadas do seu gabinete de estudo. Ele não está mais morto do que estaria se vivesse  na América.
Comparei o estilo e o vocabulário de tais cartas com as de que uso quando escrevo, sendo que me tornei conhecido como colaborador de uma revista, e nenhum ponto de semelhança descobri entre uns e outros.'

desencarne de Conan Doyle.

Esta postagem encontra-se sob o título de "Desencarnação" e é o relato da morte de Sir Conan Doyle (sim, o criador de Shelorck Holmes!), que converteu-se ao Espiritismo.


" Na véspera de Natal, desceu para a sala de jantar em Windlesmam.  estava de bom humor, embora só houvesse chupado algumas uvas. O Dr. John Lamond, pastor presbiteriano, que havia algum tempo era seu companheiro de espiritismo e que tantas vezes o ouvira imitar o professor Challenger, via Conan Doyle rir-se ao contar uma visita que fizera a Barry, em Stanway Court.
Na primavera de 1930,parecia que sua saúde melhorara. Tudo se passava bem. Chega o verão. Ele continuava trabalhando, continuava escrevendo, ocupando-se com a grande correspondência. Quando passava do seu gabinete para o dormitório, caiu pesadamente no chão.  Ao mordomo que acudira, aflito, para ajudá-lo, ele disse calmamente:
- Não tem importância. Leve-me devagar. Que ninguém saiba disso, ouviu?
Não queria alarmar sua esposa Jean.
Aplicaram-lhe oxigênio. Do seu quarto Conan Doyle viu o amanhecer de um dia esplendoroso. Embora se sentisse muito fraco, quis levantar-se e sentar-se numa poltrona. Falava com dificuldade, mas ainda assim teve estas palavras para a esposa desvelada:
- " Devia-se cunhar uma medalha para você, com uma inscrição assim: Para a melhor das enfermeiras".
Eram quase oito e meia. Jean e Adrian ladeavam-no, segurndo-lhes as mãos com ternura. mais além se encontravam Denis, Lena Jean e Mumpty.
Ás oito e meia, Jean e Adrian sentirm nas mãos uma pressão relativamente forte. Conan Doyle se reanimou um instante e, embora sem fala, olhou um por um. Depois com a maior serenidade se reclinou e fechou os olhos para sempre.
Era 7 de julho, quando desencarnava Arthur Conan Doyle, em Crowborough ( Sussex).
Havia partido da Terra um dos espíritos mais nobres e valorosos que a humanidade tem conhecido. A ele se referiu assim um dos seus biógrafos honesto e fiel, apesar de ser contrário ao Espiritismo.
" Por cauda sa religião espírita, Conan Doyle deu seu coração, sua fortuna e, por último, sua vida. E num sentido espírita, referindo-se à influência que ele deixou atrás de si, podemos acrescentar apenas isto:
-Não escrevamos seu epitáfio: ele não morreu."