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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais uma de Chico Xavier( do Livro " Memórias de um repórter-Fernando Pinto)

Para as pessoas não identificadas com o espiritismo que tiveram a oportunidade de perticipar pela primeira vez de uma sessão mediúnica presidida por Chico Xavier na Comunhão espírita cristã, em Uberaba, ao término dos trabalhos não conseguiram esconder a sua estupetação pelo que haviam testemunhado durante aquelas três ou quatro horas que passavam voando, principalmente pelas consultas ao vivo que médium ministrava a pessoas angustiadas, aliviando-as ao pousar de leve a mão sobre suas cabeças à guisa de bênçãos e consolando-as com sua voz mansa.
  _ Vim do Rio para me consultar com o Senhor. Ando tão deprimida que sou capaz de me matar. Mestre, digam por favor, o que devo fazer?
A moça esperara uma hora na fila para confessar sua desgraça em voz alta a Chico Xavier, que a ouvia com aquele sorriso tímido, parecendo ter receio de dar uma resposta errada, os lábios mexendo-se sutilmente na certa porque ele formulava uma prece em socorro daquela irmã que estava ali à sua frente, quase de joelhos. Pobremente vestido( como sempre), a aparência de Chico constratava com as jóias e as roupas ricas da desconhecida, como se ambos fossem de mundos diferentes. Aí sua voz cortou o silêncio, quase num sussurro, mas com uma profundidade tão grande que dava perfeitamente para se ouvir nos quatro cantos daquele templo de espiritualidade:
  _ Não faça isso, minha filha. Volte para casa pelo caminho de Deus!
  Ao beijar a mão de Chico, a jovem sorriu confiante como se naquele instante tivesse encontrado numa consulta de apenas um minuto a solução definitiva para o seu caso.



  

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Receita da felicidade

    

 Tadeu, que era um dos comentaristas mais inflamados, no culto da Boa Nova, em casa de Pedro, entusiasmara-se na reunião, relacionando os imperativos da felicidade humana e clamando contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio.
     Tocado de indisfarcável revolta, dissertou largamente dobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo, atuando-lhees a causa nas deficiências políticas da época, e, depois que expendeu várias considerações preciosas, em torno do assunto, Jesus perguntou-lhe:
  _ Tadeu, como interpreta você a felicidade?
 _ Senhor, a felicidade é a paz de todos.
    O Cristo estampou significativa expressão fisionômica e ponderou:
  _ Sim, Tadeu, isto eu não conheço; entretanto, estimaria saber como se sentiria você realmente feliz.
  O discípulo, com algum acanhamento, enunciou:
 _ Mestrem suponho que atingiria a supreja tranquilidade se pudesse alcançar a ompreensão dos outros.
 Desejo, para esse fim, que o próximo me não despreze as intenções nobres e puras.
  Sei que erro, muitas vezes, porque sou humano; entretanto, ficaria contente se aqueles que convivem comigo me reconhecessem o sincero propósito de acertar.
   Respiraria abençoado júbilo se pudesse confiar em meus semelhantes, deles recebendo a justa consideração de que ne sinta credor, em face da elevação de meu ideal.
Suspiro pelo respeito de todos, para que eu possa trabalhar sem impedimentos.
 Regozijar-me-ia se a malidicência me esquecesse.
  Vivo na expectativa da cordialidade alheia e julgo que o mundo seria um paraíso se as pessoas da estrada comum se tratassem de acordo com o meu anseio de ser acatado pelos demais.
  A indiferença e a calúnia doem-me no coração.
  Creio que o sarcasmo e a suspeita foram organizados pelos Espíritos das trevas, para tormento das criaturas.
  A impiedade é um fel quando dirigida contra mim, a maldade é um fantasma de dor quando se põe ao meu encontro.
  Em razão de tudo isso, sentir-me-ia venturoso se os meus parentes, afeiçoados e conterrãneos me buscassem, não pelo que aparento ser nas imperfeições do corpo, mas pelo conteúdo de boa vontade que presumo onservar em minha alma.
 Acima de tudo, Senhor, estaria sumamente satisfeito se quantos peregrinam comigo me concedessem direito de experimentar livremente o meu gênero de felicidade pessoal, desde que me sinta aprovado pelo código do bem, no campo de minha consciência, sem ironias e críticas descabidas.
 Resumindo, Mestre, eu queria ser compreendido, respeitado e estimado por todos, embora não seja, ainda, o modelo de perfeição que o céu espera de mim, com o abençoado concurso da dor e do tempo.
Calou-se o apóstolo e esboçou-se, na sala singela, incontido movimento de curiosidade ante a opinião que o Cristo adotaria.
Algum dos companheiros esperavam que o Amigo Celeste usasse o verbo em comprida dissertação, mas o Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou com firmeza e doçura:
_ tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como você deseja que os outros procedam ^para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito em breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso.
Jesus no Lar- Francisco Cândido Xavier- Espírito: Neio Lúcio)